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Viver no Cambuí

Bairro central de Campinas, o Cambuí passou de área de chácaras e mansões a bairro de prédios, com comércio de rua e o Centro de Convivência Cultural reaberto em 2025.

Vista do Cambuí, Campinas
Vista do Cambuí, Campinas · Foto: Dornicke · CC BY-SA 4.0 · fonte

Centro de Convivência

1976

Inaugurado em 9 de setembro de 1976, projeto de Fábio Penteado

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Reforma do Centro de Convivência

R$ 62,4 milhões

Obras entregues em julho de 2025, após interdição em 2011

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Teatro de Arena

3.200 pessoas

Capacidade após a reforma; o Teatro Luís Otávio Burnier tem 520 lugares

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Verticalização

Anos 1950 e 1960

Período em que o bairro de mansões passou a ser dominado por prédios

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City Bar

Desde 1968

Único remanescente do antigo "Setor" de bares da Avenida Júlio de Mesquita

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Feira Hippie

Sábados e domingos

Feira de artesanato e quitutes no Centro de Convivência

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O Cambuí é um dos bairros mais conhecidos de Campinas. Fica na região central, entre a Via Norte-Sul e o Centro de Convivência Cultural, e reúne prédios residenciais, comércio de rua, restaurantes, hotéis, escolas e espaços culturais em poucas quadras.

De cambuizal a bairro de prédios

O nome vem dos cambuís, arbustos que margeavam um caminho próximo à atual Rua Coronel Quirino; os moradores passaram a chamar a área de "cambuizal". No século XVIII, o núcleo urbano de Campinas cresceu a partir de alguns campos abertos, e um deles ocupava o lugar da atual Praça 15 de Novembro, o antigo Largo de Santa Cruz, por onde passavam viajantes entre São Paulo e Goiás.

Com a chegada das ferrovias Paulista e Mogiana, na década de 1870, famílias da elite local passaram a se instalar na região, em chácaras. No início do século XX vieram os casarões. A grande virada ocorreu nas décadas de 1950 e 1960, quando a verticalização acelerada transformou o bairro de mansões em um bairro dominado por edifícios.

O Centro de Convivência de volta ao bairro

O principal equipamento cultural do Cambuí é o Centro de Convivência Cultural de Campinas, na Praça Imprensa Fluminense. Projetado pelo arquiteto Fábio Penteado, foi inaugurado em 9 de setembro de 1976. O complexo foi interditado em 2011 e passou por uma reforma completa, entregue pela prefeitura em julho de 2025, com investimento total de R$ 62,4 milhões, dos quais R$ 30 milhões vieram do governo estadual.

Após a obra, o Teatro de Arena passou a comportar 3.200 pessoas e o Teatro Luís Otávio Burnier, 520 lugares. O conjunto tem ainda 6 salas, 4 galerias, 10 camarins, fosso para orquestra e recursos de tradução simultânea e audiodescrição. A reabertura foi planejada em etapas.

Na mesma praça acontece a feira de artesanato e de quitutes conhecida como Feira Hippie, aos sábados e domingos.

Ruas, bares e vida de bairro

Entre as vias mais conhecidas estão a Rua Maria Monteiro, a Rua Coronel Quirino, a Avenida Orozimbo Maia, a Via Norte-Sul e a Avenida Júlio de Mesquita, mais arborizada que a média das ruas da cidade. Na Júlio de Mesquita funciona o City Bar, aberto em julho de 1968 e único remanescente de um trecho que já reuniu doze bares, conhecido como "Setor".

A Paróquia Nossa Senhora das Dores é uma referência de localização para quem circula pelo bairro. Entre 1996 e 2010, obras da prefeitura conhecidas como "Rótula" mudaram o sentido de várias ruas para organizar o trânsito na região central, o que ainda define a forma de circular pelo Cambuí.

Vizinhança

O Cambuí faz parte da região central. Pela Rua Coronel Quirino chega-se ao bairro Bosque, onde fica o Bosque dos Jequitibás. Do outro lado, o Guanabara é descrito por moradores antigos como "uma extensão do Cambuí antigo". Também ficam no entorno a Vila Estanislau, no encontro da Avenida Orozimbo Maia com a Via Norte-Sul, e o Jardim Novo Cambuí, na junção com o Taquaral, o Jardim Bela Vista e a Chácara da Barra.

Morar e investir no Cambuí

O perfil dos imóveis é predominantemente vertical: apartamentos em edifícios de diferentes épocas, desde os primeiros prédios da fase de verticalização até construções recentes, além de salas e lojas voltadas ao comércio e aos serviços. As casas que restam convivem com clínicas, escritórios e restaurantes.

O bairro combina com quem quer resolver a rotina a pé, valoriza oferta cultural e gastronômica e prefere morar perto do centro. Para quem investe, a mistura de moradia, comércio e serviços sustenta procura constante por apartamentos e pontos comerciais. Quem busca silêncio absoluto deve observar a rua escolhida, já que algumas vias concentram bares e movimento noturno.

Fontes consultadas (5)

Informações verificadas em 30/10/2026. Encontrou algo desatualizado? Avise a nossa equipe.

Fotos

Vista do Cambuí, Campinas
Vista do Cambuí, Campinas · Foto: Dornicke · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons
Rua Maria Monteiro, Cambuí
Rua Maria Monteiro, Cambuí · Foto: Fasouzafreitas · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons

Imóveis à venda: Cambuí

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Lançamentos

Lugares citados

Centro de Convivência Cultural de Campinas

centro cultural · Cambuí

Teatro de Arena, Teatro Luís Otávio Burnier e galerias na Praça Imprensa Fluminense.

Mapa

Feira Hippie

feira · Cambuí

Feira de artesanato e quitutes aos sábados e domingos no Centro de Convivência.

Mapa

Praça 15 de Novembro

praça · Cambuí

Antigo Largo de Santa Cruz, um dos campos que deram origem ao núcleo urbano.

Mapa

Avenida Júlio de Mesquita

via · Cambuí

Avenida arborizada, onde fica o City Bar.

Mapa

City Bar

bar · Cambuí

Bar aberto em 1968 na Avenida Júlio de Mesquita.

Mapa

Paróquia Nossa Senhora das Dores

igreja · Cambuí

Igreja católica e referência de localização no bairro.

Mapa

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