O Guanabara fica entre a região central e a zona norte de Campinas, vizinho do Centro, do Cambuí, do Botafogo, do Jardim Chapadão e do Taquaral. É um bairro arborizado, próximo das principais vias da cidade, que guarda a memória ferroviária de Campinas e vem mudando de perfil nas últimas décadas.
A estação que deu nome ao bairro
O nome Guanabara já era usado antes de 1893, quando a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro construiu ali sua estação. Conhecida também como "Estação da Mogiana", funcionava como entroncamento ferroviário, com pátio amplo, e foi ponto estratégico para o escoamento do café e de outras mercadorias. Em alguns períodos, chegou a embarcar mais passageiros que a estação central da cidade, hoje Estação Cultura. O prédio atual é da década de 1920.
A estação foi desativada na década de 1970 e passou por um longo período de abandono. A Unicamp buscou a concessão do complexo junto à prefeitura a partir de 1980, obteve-a em 1990 e iniciou as obras em 2007. Hoje o espaço abriga o CIS-Guanabara, centro cultural da universidade, que recebe atividades culturais e visitas sobre a história ferroviária.
Os sub-bairros
O Guanabara reúne áreas com identidade própria. A Vila Itapura, na parte baixa, perto do Centro e do Botafogo, é onde está a estação. A Vila Angelino Rossi fica na parte baixa próxima ao Cambuí e inclui a Vila Eliza, entre as avenidas Barão de Itapura e Orozimbo Maia. O Jardim Brasil ocupa a parte alta, perto da Vila Nova e do Jardim Nossa Senhora Auxiliadora, e o Jardim Novo Botafogo fica junto ao Estádio Cerecamp.
Avenidas e serviços
As avenidas Brasil, Barão de Itapura e Orozimbo Maia estruturam o bairro. A Avenida Brasil concentra empresas e o movimento de trabalhadores durante o dia. No bairro ou em seu limite estão o Hospital Renascença e o Instituto Agronômico de Campinas, além do Estádio Cerecamp.
A Praça Silva Rêgo e a feira
Na Praça Silva Rêgo funciona a feira de artesanato Espaço Castelo das Artes, que começou com poucas barracas e hoje tem 134. Depois da pandemia, passou a incluir alimentação, que se tornou parte importante do movimento. É um dos pontos de encontro do bairro.
Um bairro em transformação
Casarões antigos deram lugar a clínicas e consultórios, e o comércio é mais movimentado na hora do almoço, quando atende quem trabalha nas empresas da região. Moradores antigos descrevem o Guanabara como "uma extensão do Cambuí antigo". O bairro acompanha uma tendência da cidade: segundo a Secretaria Municipal de Urbanismo, o número de apartamentos em Campinas passou de 112.813 em 2015 para 155.644 em 2025.
Morar e investir no Guanabara
O perfil dos imóveis inclui casas térreas e sobrados de diferentes épocas, edifícios residenciais e imóveis convertidos para uso de saúde e escritórios. A proximidade do Centro e do Cambuí e as avenidas de ligação com a zona norte atraem quem quer resolver a rotina sem longos deslocamentos.
O bairro combina com profissionais que trabalham na região central, com casais e famílias pequenas e com quem valoriza ruas arborizadas e acesso rápido às vias principais. Para investidores, a procura por imóveis comerciais para clínicas e serviços e a valorização da região central são fatores a acompanhar.
Fontes consultadas (3)
- De estação histórica a ponto comercial: o bairro Guanabara (ACidade ON, 2025) (acidadeon.com)
- Guanabara (Campinas) (Wikipédia) (pt.wikipedia.org)
- Visita guiada na Estação Guanabara encerra programa Roda SP (Unicamp, 2018) (www2.unicamp.br)
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